domingo, 31 de maio de 2015

Astrónomos descobrem ilha de estrelas em formação na constelação Orion

Se a constelação Orion é já bem conhecida dos observadores assíduos do céu, o mesmo já não se pode dizer da nebulosa NGC 1788, “um tesouro subtil”, segundo o ESO. Esta “nuvem fantasmagórica” de gases e poeiras encontra-se relativamente afastada das estrelas brilhantes da cintura de Orion. No entanto, “os poderosos ventos e radiação oriundos destas estrelas tiveram um forte impacto na nebulosa, definindo a sua forma e tornando-a o lar de inúmeras estrelas bebés”, explica o ESO em comunicado.

Os astrónomos decidiram chamar “Morcego Cósmico” à nebulosa, devido à forma que se assemelha a um gigantesco morcego de asas abertas.

A borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem resulta da ignição do hidrogénio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Orion, fenómeno causado pelas estrelas de grande massa.

Na imagem - obtida com o instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO em La Silla, no Chile - é também visível a estrela brilhante HD 293815, na parte superior da nuvem, acima do centro da imagem.

Segundo o Observatório, “todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos”. O nosso Sol tem 4,5 mil milhões de anos.

O ESO é financiado por 14 países: Áustria, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. De momento tem em funcionamento três observatórios no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor.

Público

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Modelo sugere que Marte teve um oceano


Há 3,5 mil milhões de anos Marte pode ter sido um planeta azul. Um modelo feito a partir da informação sobre as marcas geológicas de deltas de rios e redes hidrográfica sugere ter existido uma massa de água que cobria um terço do planeta.O oceano ficaria no Norte de Marte, teria o tamanho do Atlântico e continha um décimo da água existente na Terra. O artigo sobre o estudo foi publicado ontem na Nature Geoscience.

Os cientistas da Universidade do Colorado estudaram 52 deltas de rios que estão situados no Norte do planeta. Mais de metade destes deltas ficam a altitudes parecidas, sugerindo que os rios escorriam para o mesmo corpo de água.

Desde a década de 1980 que estudos sugerem a existência de um oceano no planeta. “A nossa investigação iniciou-se um pouco como uma piada”, disse Gaetano Di Achille à Nature, que assinou o estudo juntamente com Brian Hyneck. “Estávamos a trabalhar nesta base de dados de deltas e vales e dissemos: porque que é que não testamos a hipótese do oceano?”

Segundo os cálculos, 36 por cento do planeta estaria coberto por água num único oceano que conteria 134 milhões de quilómetros cúbicos de água. Haveria ainda vários lagos com tamanhos diferentes e um ciclo hídrico com chuva, evaporação e neve. O planeta também poderá ter tido vida.

No entanto, há cientistas que contestam esta conclusão. Apesar de tudo indicar ter havido uma grande quantidade de água no Norte de Marte, muitos dos deltas não estão à mesma altitude. Os autores argumentam que a variação da altitude dos deltas é maior na Terra. Mesmo assim, são necessárias mais provas para sustentar a teoria.

Os projectos espaciais com destino a Marte como a ExoMars (uma aposta europeia e americana para enviar um robô ao planeta) poderão dar mais contributos neste sentido. Os fenómenos que levaram ao desaparecimento desta enorme quantidade de água e a existência ou não de vida no oceano são outros mistérios a desvendar.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Astrónomo português recebe prémio internacional por procura de exoplanetas

A primeira edição do prémio internacional de Astronomia Viktor Ambartsumian foi para o astrónomo Nuno Santos e mais dois colegas estrangeiros pela investigação feita em planetas fora do sistema solar. O galardão criado pelo Presidente da Arménia tem um valor de 500 mil dólares, cerca de 387 mil euros.“Estou surpreendido porque é uma coisa fora do habitual, embora tenha consciência que o trabalho mereça isto”, disse ao PÚBLICO Nuno Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), onde trabalha desde 2007. “O prémio é pelo acumular de resultados dos últimos dez anos”, refere o investigador de 36 anos que já entrou em contacto com os outros dois vencedores, o suíço Michel Mayor, que identificou o primeiro exoplaneta em 1995, e o arménio Garik Israelian. “Estão contentes, são boas notícias para toda a equipa e para a astronomia”, referiu.

O prémio foi criado em 2009 e é bianual. Houve 14 equipas e cientistas nomeados para este ano. Mas foi a investigação que a equipa fez para se compreender as características e a forma como são criados os sistemas planetários que ganhou a corrida. Só em Outubro passado o grupo de investigação do Porto anunciou ter encontrado 32 exoplanetas, hoje conhecem-se mais de 460.

“A procura de exoplanetas é provavelmente um dos temas mais quentes na Astronomia. Nesse sentido é pouco surpreendente que o prémio tenha vindo para esta área, é uma área que tem tido muito impacto”, explicou o investigador, referindo que a há muitas equipas à procura de planetas iguais à Terra capazes de serem habitados.

“Arrisco-me a dizer que nos próximos cinco ou seis anos descobrimos [um planeta igual à Terra]”, prevê o cientista, explicando que o ritmo da investigação é muito alto. “O desenvolvimento do Espresso será o passo final para conseguirmos esse objectivo.”

O Espresso é um espectrógrafo de alta resolução e vai custar 10 milhões de euros. Portugal, é um dos quatro países responsáveis pelo projecto. O instrumento irá procurar exoplanetas rochosos como a Terra com uma resolução dez vezes maior do que a que existe hoje e vai ser instalado junto do VLT (Very Large Telescope) do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, em 2014. Neste momento o projecto está na fase de desenho dos instrumentos, para que depois possam ser fabricados. Ao mesmo tempo estão a ser escolhidas as estrelas que irão ser estudadas.

Nuno Santos já tinha ganho em 2009 a bolsa europeia do European Reasearch Council (ERC) ERC Starting Grant 2009 no valor de quase um milhão de euros para a sua investigação. Com o novo prémio, que é individual e dividido pelos três cientistas, diz “continuar a apostar na astronomia”. O investigador é professor na Universidade do Porto e defende que a Astronomia em Portugal está a crescer bem e recomenda-se. O galardão “mostra que Portugal consegue criar pessoas capazes de ganhar prémios como este”.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Foi descoberta a galáxia mais luminosa.


A WISE J224607.57-052635.0 pertence a uma nova classe a que os cientistas chamam de "galáxias infravermelhas extremamente luminosas".
A NASA anunciou hoje a descoberta da galáxia mais luminosa, com luz equivalente a mais de 300 milhões de milhões de sóis.
A galáxia, refere a agência espacial norte-americana numa nota, pertence a uma nova classe de corpos celestes recentemente descobertos pelo telescópio de infravermelhos WISE, as "galáxias infravermelhas extremamente luminosas".
A galáxia, catalogada como WISE J224607.57-052635.0, pode ter um buraco negro no seu centro, o que é raro numa galáxia longínqua como esta.
Uma vez que a luz da galáxia viajou 12,5 mil milhões de anos até chegar ao tempo atual, astrónomos veem o corpo como era no passado distante. O buraco negro já teria mil milhões de vezes a massa do Sol quando o Universo tinha um décimo da sua idade atual, cerca de 14 mil milhões de anos.
"Estamos a observar uma fase muita intensa da evolução da galáxia", afirmou Chao-Wei Tsai, da NASA, e autor principal do estudo, que é publicado na sexta-feira na revista The Astrophysical Journal.
Segundo o astrónomo, "a deslumbrante luz" da galáxia pode derivar da ação de um buraco negro 'supermassivo'.
Buracos 'supermassivos' atraem gás e matéria para um disco de acreção em seu redor, a ponto de o aquecer para temperaturas de milhões de graus e fazer com que liberte radiação visível, ultravioleta e raios-X. A luz é bloqueada por "casulos" de poeira, que, ao aquecerem, emanam radiação infravermelha.
Como o buraco negro em causa se tornou tão gigantesco continua uma incógnita para os autores da investigação.
O estudo reporta 20 novas "galáxias infravermelhas extremamente luminosas", incluindo a galáxia mais luminosa detetada até agora.
Estas galáxias não foram encontradas anteriormente devido à sua distância e porque a poeira torna a sua luz visível em radiação infravermelha, não visível.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Como é o pôr-do-sol em Marte? Mais azulado


No seu 956.º dia no planeta vermelho o robô Curiosity parou para ver o sol a desaparecer atrás das montanhas. Veja a animação.
Mais azulado. É esta a resposta rápida à pergunta sobre o pôr-do-sol em Marte, cortesia do robô Curiosity. No seu 956.º dia no planeta vermelho, a 15 de abril, o robô da Agência Espacial norte-americana (NASA), parou para ver e gravar o sol a desaparecer atrás das montanhas, a cores.
Este foi o primeiro pôr-do-sol a cores visto pelo Curiosity, a partir da cratera de Gale. As imagens foram captadas pela câmara do olho esquerdo e a cor calibrada para ser semelhante à que seria vista por um humano.
O tom azulado, explica a NASA, é resultado da composição da atmosfera de Marte, que tem partículas muito finas que permitem à luz azul penetrar mais com mais facilidade do que outras cores com outros comprimentos de onda. O efeito é mais pronunciado na altura do pôr-do-sol, quando a luz incide de forma mais oblíqua, percorrendo um caminho mais longo.

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Biologia e Geologia - Vídeo - James Nachtwey: Prémio TED

sábado, 16 de maio de 2015

Biologia e Geologia - Vídeo - Bomba de sódio-potássio

segunda-feira, 11 de maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015

Biologia e Geologia - Vídeos - Datação Radiométrica

terça-feira, 5 de maio de 2015

Biologia e Geologia - Vídeo - O Processo Inflamatório Passo a Passo

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